domingo, 10 de abril de 2016
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Amarelo, Verde, Azul e Branco
Olha
minha gente, é uma afronta aos nossos ouvidos e a nossa inteligência a forma
que muitos homens públicos estão verbalmente negando o que não pode ser mais
escondido. São tantas incoerências e contradições no que dizem que a nossa
perplexidade chega ao extremo.
Esse
ficar atônito de muita gente se diz e se mostra, porque o mau caratismo impera
de forma escrachada. Sabemos e são visíveis, que eles, encontram-se acuados e
atropelados pelas suas próprias mentiras e imbróglios, mas nem mesmo assim são
capazes de serem humildes para aceitarem calados a verdade e tacitamente saírem
de cena.
A
atitude essa que resultaria em um trinômio, ou seja, provaria um mínimo de
sensatez e respeito para com o povo, demonstraria uma forma inteligente de se
redimir daquilo que se perdeu e por último, mas não menos importante que as
duas primeiras, evitariam novos danos diante de todo o estrago já feito e de
conseqüências que todos nós ainda iremos receber de herança.
Vejamos
o exemplo do primeiro-ministro islandês, Sigmundur David Gunnlaugsson, que
renunciou ao cargo após ter seu nome citado no escândalo “Panama Papers”.
Mas
não, aqui no Brasil são homens que continuam soberbos no seu pedestal utópico.
São homens tão perversos moralmente que não se dão conta de estarem se apresentando
como indivíduos boçais e de comportamentos arrogantes. Encontram-se tão
perdidos, atordoados e desequilibrados que tudo aquilo dito por eles é sem pudor,
sem crivo de racionalização, mas mesmo assim continuam firmes e fortes em seus
bailes de máscaras.
São
pulhas manobristas nas palavras. São biltres ao usarem cavilosamente meios
supostamente disfarçados de legais.
A
cada perscrutar descobre-se atos e ações que são evidentes, claras e são
expostas ao conhecimento de todos, mas a insistência de se manterem
inatingíveis os faz mais e mais ainda infame.
Vejamos
por esse olhar. Criam-se homens eternos vítimas, que não são tão vítimas assim.
Sempre envolvidos em situações curiosas, escusas e polêmicas, entretanto
parecem blindados, pois não é admissível questionar o seu caráter. Fazem
comentários capciosos, que a primeira vista, são despretensiosos, mas que tem como
pano de fundo o intuito de fazer descrédito a algumas instituições ou de dar
descréditos a alguns que nelas exercem funções. São comentários sempre com
endereços certos, promovendo a animosidade e concomitantemente a separação,
contudo sempre se isentando dos atos praticados.
Mas,
por que dessa atitude? Porque para esses tipos de homens vis onde estão impregnadas
em suas mentes desprezíveis essas típicas condutas, isso é recorrente, isto é,
são inerentes, são natas a eles próprios.
Entretanto,
minha indignação já se dá de longas datas, exemplo é o ano 2013, quando em Nova
York na sede do Banco Goldman Sachs foi dito: “somos um país que formava mais advogados que engenheiros. Advogado é
custo, engenheiro é produtividade. Pessoas que pensam assim, que
desrespeita uma classe tão honrosa e digna como advocacia, e que ao tempo enaltece
uma classe em detrimento de outra é no mínimo pessoa que exige um olhar mais
atento. Nesse contexto, pessoas assim normalmente têm como ideologia o seguinte
chavão: “ninguém acredita que advogado é
santo, porém todos esperam sempre por milagre”.
Discordo
por inteiro deste chavão, e tenho conhecimento que no sentido lingüístico da
palavra chavão possui uma característica vulgar, sendo desprezado o seu uso em
textos técnicos, científicos ou jornalísticos (sempre que possível), mas neste
específico pensar desses MENTECAPTOS,
o aludido clichê coube como uma luva.
Assim,
apresentando essa visão e comentários, fundamentada pelo acolhimento da vontade
e opiniões do povo que é clarividente, o que se almeja hoje não é tirar “A”,
para colocar “B” ou “C”, nem tão pouco tirar uma bandeira e colocar outra com
interesses pessoais e partidários. É fazer entender, definitivamente, que deve
sempre prevalecer o interesse do povo com o crivo da Bandeira Nacional.
Vamos
e venhamos, sei que há visões contrárias, entretanto com a devida vênia às
visões opostas, creio que se não for para prevalecer o Verde, Amarelo, Azul e
Branco, não há o que se debater.
domingo, 3 de abril de 2016
AMIZADE VERDADEIRA SOMENTE NA VERDADE
Amizades
são pérolas valiosíssimas, e como não podiam ser diferentes, temos vários tipos
de amizades iguais às pérolas, que tem vários tons de cores, seus valores e
suas raridades.
Como
dizia Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro “O Pequeno Príncipe”, onde
expressa-se com essa frase: “Num mundo que se faz deserto, temos sede de
encontrar amigo”.
Amizade
é algo valioso, nascem de muitas semelhanças e também de diferenças. Sendo este
sentimento de grande afeição, simpatia, apreço, acabamos, de forma implícita,
nos tornando reciprocamente cativos, responsáveis, ou seja, as retribuições
dessa linda amizade forte, sincera, ágape acaba nos tornando co-responsáveis.
Tanto o é que, no livro “O Pequeno Príncipe”, possui a famosa frase: “Tu te
tornas eternamente responsável por aquilo que cativa”.
Entretanto,
jamais devemos falar de amizade sem correlacionar com a verdade. Porque amizade
verdadeira tem que ter o alicerce que é a verdade.
Para
o filósofo iluminista francês François Marie Arouet, conhecido mundialmente
como Voltaire, ele já dizia que amizade é inseparável da sabedoria. E tem uma
nota na página 23 do Dicionário Filosófico, Voltaire, Ed. Martin Claret que diz
assim:
Amizade
é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis,
porque um monge, um solitário, pode não ser ruim e viver sem conhecer amizade.
Virtuosa, porque os maus não buscam mais cúmplices. Os sensuais buscam
companheiros de devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos
congregam partidários. O comum dos homens ociosos mantêm relações. Os príncipes
têm cortesãos. Só os virtuosos
possuem amigos.”
Nesse
sentido, daremos um passo gigantesco quando reaprendermos a ser sincero com
todos os outros. Pois, não devemos nunca querer vestir um amigo com a roupagem
de cúmplice ou comparsa. Numa relação de amizade, os alicerces se fundam em
primeiro lugar na verdade, na sinceridade. E para que se tenha sinceridade, a
primazia de plano é o autoconhecimento. Sem ele, inevitavelmente a relação não
se sustentará, porque o embusteiro perde a noção de realidade. Para esse
entendimento, gosto de tentar fazer uma pequena comparação, ilustrando e trazendo
o que já dizia Karl Josef Anton Mittermaier, jurista alemão:
“Um
dedicado amigo da verdade reconhece que a certeza, que necessariamente o
contenta, não escapa ao vicio da imperfeição humana; que é sempre licito supor
o contrário daquilo que consideramos verdadeiros”.
Nesse
seguimento, em síntese, digo: seja, antes de qualquer coisa, humano consigo
mesmo e para sua amizade, pois animais irracionais erram por não terem o
discernimento de pensar. Nós, ainda, temos a escolha.
Assim,
ser lógico é ser racional, isto é, não há nenhum tipo de mentira que consiga
perpetuar. Não tem como ser um alquimista da verdade ou da sinceridade,
iludindo sua amizade com falsidades ou, pior ainda, fazendo acreditar que além
de amigo és mago.
O
motivo de muitas amizades não se sustentarem é porque nunca começaram de
verdade na “verdade”. Foram relações interpessoais cultivadas de maneiras
artificiais.
E
dentro desse contexto, onde falar sobre verdade e amigos não há fonte igual, melhor ou superior do que a
Bíblia, onde menciono quando Jesus confiou tão verdadeiramente em
Seus discípulos que não chamavam mais de servidores, mais sim de amigos.
“Eu
já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que o patrão faz;
eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi do meu
Pai” (cf. Jo 15,15)
A
amizade na verdade é tão importante que, até o sistema de pensamento religioso
e filosófico que se baseia em reivindicações de uma visão mística da natureza
de Deus e das Leis do universo cita:
“não há religião mais
elevada que a verdade”.
Os
filósofos e os Advogados são apaixonadíssimos pela sabedoria, logo, para se
chegar à sabedoria se percorre um longo caminho de autoexame onde se descobre a
verdade. Assim, vemos muitos filósofos e advogados que dão exemplo de virtudes
de homens e lições de verdades morais.
A
amizade verdadeira de verdade é ato ou efeito de dar espontaneamente algo de
muito valor, aquilo que chamamos de sinceridade. Sinceridade esta que deve ser
dita e vivida não só na amizade, mas em toda vida.
sábado, 2 de abril de 2016
O segredo do diálogo, está em saber escutar tanto ou mais do que falar
O
que deveria ser regra passou a ser exceção. Inicio assim, de forma bem
afirmativa e imperativa, pois na minha visão e entendimento os dois temas que
abordo hoje é de suma relevância para a alma, corpo, mente e coração, como
também importantíssimo para a coexistência e comunhão das pessoas.
Quero
falar de mansidão, que é o estado de espírito de alguém que tem o controle e
domínio sobre seu temperamento e atitudes, ou seja, é a calma, a tranquilidade
e o equilíbrio emocional, disposição estas necessárias para agradar a Deus e
também para convivência e para manter a paz nas relações humanas. E
concomitantemente, falar de virtude.
Mansidão,
este é um tema considerado em desuso, demodê, descostume, obsoleto, anacrônico
por parte do mundano, mas que, em contrapartida, na circunvizinhança cristã tem
um patamar muitíssimo importante por ser o terceiro discurso das
bem-aventuranças (Evangelho de São Mateus), e que é considerada como o Projeto
do Novo Reino, onde basta olhar e ler, e identifica-la como um rol exemplificativo,
com o propósito de ensinar como deve ser o caráter daqueles que buscam o Reino
dos Céus.
Assim,
entende-se que bem-aventurado além de ter o significado de muito feliz, é
prenomeado como a pessoa que terá a glória dos céus.
Ora,
num habitat tão hostilizado, com suas ricas mazelas onde impera e impõe-se a
competividade desumana e anticristã em muitas das relações humanas e
comerciais, não é de se esperar outra coisa a não ser a banalização da mansidão
nesse mundo mundano.
Banalização
esta que, distorce a riqueza e a grandeza não só da mansidão nas
bem-aventuranças, mas também das virtudes. Pois, sendo a mansidão esse estado
de equilíbrio, intrinsicamente a virtude é uma disposição habitual e firme para
fazer o bem.
Nesse
contexto, aprende-se e entende-se que no Batismo, Deus infunde na alma, sem
nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para
fazer o bem.
As
virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus;
as morais têm como objeto os bons atos humanos.
As
teologais são três:
1. Fé;
2. Esperança;
3. Caridade.
As morais, que se chamam também virtudes
humanas ou cardeais, são quatro:
1. Prudência;
2. Justiça;
3. Fortaleza;
4. Temperança.
Contudo, benfazejo não confundirmos
virtudes com valores, pois sendo as virtudes hábitos bons que nos levam a fazer
o bem e podemos tê-la desde que nascemos ou adquiri-las depois, tendo como
objetivo uma vida virtuosa chegando a ser semelhante a Cristo, em outra
vertente totalmente diferente temos os valores, que são bens que a inteligência
do homem conhece, aceita e vive como algo bom para ele como pessoa.
Nesse sentido, podemos dizer que os
valores são mais ambíguos, pois nem todas as pessoas consideram as mesmas
realidades como valores.
Todavia, as virtudes têm um caráter mais
universal, pois o que é uma virtude em uma pessoa também o é em outra.
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