domingo, 3 de abril de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
O segredo do diálogo, está em saber escutar tanto ou mais do que falar
O
que deveria ser regra passou a ser exceção. Inicio assim, de forma bem
afirmativa e imperativa, pois na minha visão e entendimento os dois temas que
abordo hoje é de suma relevância para a alma, corpo, mente e coração, como
também importantíssimo para a coexistência e comunhão das pessoas.
Quero
falar de mansidão, que é o estado de espírito de alguém que tem o controle e
domínio sobre seu temperamento e atitudes, ou seja, é a calma, a tranquilidade
e o equilíbrio emocional, disposição estas necessárias para agradar a Deus e
também para convivência e para manter a paz nas relações humanas. E
concomitantemente, falar de virtude.
Mansidão,
este é um tema considerado em desuso, demodê, descostume, obsoleto, anacrônico
por parte do mundano, mas que, em contrapartida, na circunvizinhança cristã tem
um patamar muitíssimo importante por ser o terceiro discurso das
bem-aventuranças (Evangelho de São Mateus), e que é considerada como o Projeto
do Novo Reino, onde basta olhar e ler, e identifica-la como um rol exemplificativo,
com o propósito de ensinar como deve ser o caráter daqueles que buscam o Reino
dos Céus.
Assim,
entende-se que bem-aventurado além de ter o significado de muito feliz, é
prenomeado como a pessoa que terá a glória dos céus.
Ora,
num habitat tão hostilizado, com suas ricas mazelas onde impera e impõe-se a
competividade desumana e anticristã em muitas das relações humanas e
comerciais, não é de se esperar outra coisa a não ser a banalização da mansidão
nesse mundo mundano.
Banalização
esta que, distorce a riqueza e a grandeza não só da mansidão nas
bem-aventuranças, mas também das virtudes. Pois, sendo a mansidão esse estado
de equilíbrio, intrinsicamente a virtude é uma disposição habitual e firme para
fazer o bem.
Nesse
contexto, aprende-se e entende-se que no Batismo, Deus infunde na alma, sem
nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para
fazer o bem.
As
virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus;
as morais têm como objeto os bons atos humanos.
As
teologais são três:
1. Fé;
2. Esperança;
3. Caridade.
As morais, que se chamam também virtudes
humanas ou cardeais, são quatro:
1. Prudência;
2. Justiça;
3. Fortaleza;
4. Temperança.
Contudo, benfazejo não confundirmos
virtudes com valores, pois sendo as virtudes hábitos bons que nos levam a fazer
o bem e podemos tê-la desde que nascemos ou adquiri-las depois, tendo como
objetivo uma vida virtuosa chegando a ser semelhante a Cristo, em outra
vertente totalmente diferente temos os valores, que são bens que a inteligência
do homem conhece, aceita e vive como algo bom para ele como pessoa.
Nesse sentido, podemos dizer que os
valores são mais ambíguos, pois nem todas as pessoas consideram as mesmas
realidades como valores.
Todavia, as virtudes têm um caráter mais
universal, pois o que é uma virtude em uma pessoa também o é em outra.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Lavar ou jogar a sujeira para debaixo do tapete?
Tenho
a maior certeza, cada vez mais que, se cada um de nós procurasse entender
dentre/nas entrelinhas as mensagens ditas pelas pessoas do “bem”, que muitas
das vezes não podem expressar de forma clara, os caminhos para se obter o
sucesso para os almejos tão sonhados e desejados por essa sociedade, os
resultados já teriam sidos alcançados.
Uma
sociedade de um povo gigante, bastante trabalhador, alegre, acolhedor e
confiante, que simplesmente alça por uma nação justa e fraterna.
Esse
é o caso do homem e Juiz Federal Sérgio Moro, que concentra os processos
relacionados à operação Lava Jato, e que disse nesta terça-feira que sozinha a
Justiça não será capaz de resolver o problema da corrupção no Brasil e que é
necessária a participação da sociedade civil.
Em
contrapartida, nesse mesmo diapasão, se nós também não procurarmos entender essa
entrelinhas ditas pelos homens do “mal”, jamais conseguiremos enxergar quais
foram suas reais intenções quanto aos conluios feitos e praticados, e tão pouco
extirpar suas futuras manobras disfarçadas.
É
preciso que a sociedade civil junto com outras sociedades e instituições
realmente entenda as leituras que deixam rastros e vestígios.
Porque
nenhuma mentira se sustenta eternamente, ela por si só se contradiz, se destrói,
se desmorona. Exemplo claro: veja depois da divulgação da nova lista de envolvidos,
mais de duzentos, como muitos que se diziam opositores sumiram momentaneamente
de cena.
É o
sujo falando do mal lavado, que acusa o encardido, que defende o sujismundo,
que é sectário do sórdido, que se filiou ao eivado, que defende o desasseado,
que usufrui com o emporcalhado, que é um saburrento...
Precisamos
muito de água sanitária, cloro, desinfetantes, detergente, sabão, palha de aço
e vassouras, muitas vassouras... Porque é muito óleo de peroba!!!!!!
segunda-feira, 28 de março de 2016
RETIDÃO perante tradições e costumes
A abordagem de falar sobre retidão é um tema
que vira e mexe volta a ser suscitada, e é tão pertinente, sobretudo, hoje,
numa sociedade onde a crise ética é uma grande realidade.
A falta de retidão despreza o valor da
dignidade humana. Cada vez mais, deparamos com reacionários praticantes de
valores totalmente distorcidos daqueles que por tradição, até hoje, possuem
admirabilidade como: amar ao próximo como a si mesmo ou visar o bem-estar de
todos.
Vivemos essa apatia, essa indiferença egoísta,
esse proceder insensível dos administradores responsáveis perante as agruras
que o povo menos favorecido é submetido. Vivemos a usurpação do direito do dar
ao povo aquilo que é seu de direito. E olha que todos somos povo!
Para enfrentarmos e combatermos essa epidemia
impudente, devemos estar prontos e dispostos a promover a cultura do encontro
ao diálogo construtivo. Encontro esse que chamarei carinhosamente de panacéia.
A panacéia ou a construção do encontro ao
diálogo construtivo no meu entender é a coesão de todos os tipos de sociedade (civil,
política, empresarial, acadêmica, sociais, domésticas), onde a troca de ouvir,
falar, dialogar, ponderar e mediar será o ápice da extirpação dos malefícios.
Contudo, para que consiga surtir os efeitos,
ou seja, que o diálogo tenha um resultado construtivo, precisamos promover o
encontro de forma que ele seja a vitrine das vitrines, isto é, impactante,
demonstrando grande visibilidade, efervescência e Transcendência para toda a
sociedade.
Pois, só assim, através dessas expressivas
colaborações para a relevância da moral, recepcionadas democraticamente,
poderemos deixar como legado para futuras gerações a certeza de que nenhum
Estado Democrático de Direito se perpetuará fechado na pura indução e hipótese
ou simples estabilidade de representação de interesses pessoais ou de grupos.
Em outras palavras, hoje uma verdadeira democracia
quando expressa em sua Constituição princípio da dignidade da pessoa humana
deve-se ter a consciência que está falando holisticamente, pois um princípio
pode não fazer a diferença quando visto fechado, mas quando visto aberto com
todas as suas vertentes e coadunado aos costumes de civilidade e solidariedade
certamente fará. Caso contrário, são
pensamentos e atitudes que não têm mais lugar na sociedade de hoje, menos ainda
terão na de amanhã.
domingo, 27 de março de 2016
Ética ou Tecnicidade, eis a questão
É com muita tristeza que vejo todos os dias
como as situações fáticas da política e dos políticos são tão deturpadas e
manobradas dos seus reais sentidos e intenções de origens, e apresentadas à
opinião pública com outra roupagem.
Senão, vejamos:
·
Existiu
algum fato impactante e relevante externo, ou seja, de algum outro país que
veio de forma direta ou indiretamente originar “crise interna” no Brasil? Não.
·
Por que
a inaptidão e a falta de conhecimento com dolo é provado, sendo essas intenções apropriadas
e adequadas para se fazer à corrupção, lança-se a palavra “crise” ao invés de
“incapacidade e incompetência”? Para não mostrarem suas insuficiências de conduta ilibada.
·
Por que
essa deliberação de violar a lei,
por ação ou omissão, com pleno conhecimento da criminalidade do que se está fazendo
é abafada e dar-se relevância a tecnicidade? Para não ficar
expressa ausência de suas idoneidades
morais.
·
Por quê?
Por quê? Por quê? Para desviar o foco
dos crimes.
Ora, a tecnicidade e positivismo é tão forte
que se fala muito no direito, em suas leis, em suas doutrinas e jurisprudências,
entretanto, em contrapartida olvida-se que na fonte do direito além desses três
pressupostos, ainda faltam mais três, tão relevantes quantas as outras três,
conforme é consenso atualmente, ou seja, faltam os costumes, a equidade e os
princípios fundamentais.
·
Costume – regra social derivada de prática reiterada,
generalizada e prolongada, o que resulta numa convicção de obrigatoriedade, de
acordo com a sociedade e cultura em particular;
·
Equidade – é a adaptação de regra existente sobre situação
concreta que prioriza critérios de justiça e igualdade;
·
Princípios – são os alicerces do ordenamento jurídico, informando o
sistema independentemente de estarem positivados em norma geral.
Logo,
entende-se por fonte do direito aos requisitos utilizados no processo de
composição do direito, enquanto conjunto sistematizado de normas, com um
sentido e lógicas próprias, disciplinador da realidade social de um estado, ou
seja, matéria prima da qual nasce o direito.
Assim,
o que é mais IMPORTANTE? Qual o MAIOR VALOR PROBATÓRIO? Os atos processuais conhecidos como toda
manifestação da VONTADE HUMANA que tem por fim CRIAR, MODIFICAR, CONSERVAR OU
EXTINGUIR A RELAÇÃO JURÍDICA PROCESSUAL ou a tecnicidade?
Essa
querela, me remete a Lenio Luiz Streck procurador de justiça do RS quando em
seu artigo, “Da voz das ruas à consciência e assim por diante: as falsas
ditricomias”, ele comenta o seguinte: ouvir
a voz das ruas ou a voz da lei (ou a consciência individual, do tipo “faço o
que acho o certo”).
Assim
ele continua: a coerência normativa exigida pela integridade do/no direito é de
princípios (exigências de hoje) e não meramente de regras (convenções do
passado). Se o Direito não nascer nas ruas, se a legalidade não nascer também
das reivindicações populares, a partir de demandas sociais diversas, e não se
sustentar com base em razões que sejam capazes de mobilizar os debates
públicos, pela atuação da sociedade civil e dos setores organizados da
sociedade, como falar em legitimidade democrática?
Num
contexto, onde praticamente encontramos que a população está cansada de um
positivismo corporativista e urge pelo jus naturalismo, traço uma comparação,
verificando-se as contradições e incoerências, em certos parágrafos na carta
aberta divulgada com os seus atos praticados, sua forma de agir e sua
verdadeira forma de pensar:
1.
Nos
oito anos em que exerci a presidência da República, POR DECISÃO SOBERANA DO POVO – FONTE PRIMEIRA E INSUBSTITUÍVEL DO EXERCÍCIO DO PODER NA DEMOCRACIA – tive oportunidade de demonstrar apreço e
respeito pelo judiciário;
2.
Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo
uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; NA PRÁTICA,
QUE É O CRITÉRIO MAIS JUSTO DA VERDADE.
3.
Não
tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou
doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, DISTINGUIR O CERTO DO
ERRADO; O JUSTO DO INJUSTO.
Diante
do exposto, poderíamos desenvolver vários conceitos fundamentados nas três
últimas fontes do direito e ratificar as faltas de lógicas e discrepância no
que se fala e faz pelo que se escreve.
Nesse diapasão, a verdadeira essência do
questionamento fica no ar: OS ATOS PRATICADOS E FLAGRADOS LICITAMENTE SÃO
ÍNFIMOS EM RAZÃO DE DESCUMPRIMENTO DE MERA TECNICIDADE?
domingo, 13 de março de 2016
MOSTROU-SE PARA QUE VEIO
Como é lindo e nos enche de bastante
alegria ver um povo todo reunido de forma expressiva, forte, porém pacífica,
num manifesto no sentido de dar uma resposta a tudo que é maléfico ao bem
social coletivo, as rédeas de má dirigibilidade de condução do país tanto na
política, quanto na economia, no financeiro, na improbidade administrativa
pública, na aética e na amoral de seus políticos.
E o mais relevante é ver que o
manifesto tem um cunho patriota, um interesse no bem da própria nação, isto é,
sem partidarismos, sem sectarismos. Vejo isso como um excelente legado que o
povo deve deixar para as futuras pretensões políticas ou pretendentes
políticos.
Para além das bombas de efeito moral
que sobraram em alguns manifestos e desapareceram em outros, essa manifestação
de hoje chama atenção pela forma inteligente e pacífica, porém determinada em
dar um “basta”, que a meu ver seus efeitos só irão findar quando atingido o seu
objetivo, ou seja, não é uma manifestação efêmera, pontual, partidarista.
Trata-se da vontade da nação conforme esta instituída no preambulo de nossa
Constituição, ou seja, que realmente possamos ter um Estado Democrático,
destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a
liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça
como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos,
fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional,
com a solução pacífica das controvérsias, promulgada sob a proteção de
Deus.
E essa manifestação é um direito ao
exercício de manifesto assegurado pela própria Constituição. Ressalta-se e é de
suma relevância saber que o termo “assegurado” é função de garantia
dogmático-constitucional, não garantia de direito abstratamente considerado, e
sim de seu exercício legal.
Isso tudo porque está mais do que
claro, está visível que o povo não admite mais termos um Brasil de política que
efetivamente mente. Essa falta de sensatez com os interesses do povo e
concomitantemente o aumento da desfaçatez para esses mesmos interesses
aludidos, isso é muito grave. Na política, a mentira faz parte do seu cerne,
porém com um mundo totalmente globalizado e com diversas ferramentas práticas e
céleres em que hoje você consegue facilmente ver, quando há, as contradições e incoerências,
é inadmissível conceber que uma mentira se perpetue.
Nesse mesmo seguimento em combater a
mentira, estamos conseguindo ver, algumas instituições e homens, pautado e
norteado que uma justiça que não se politiza, ela ganha a capacidade de ser
justa.
Foi de uma grande alegria terminar esse domingo,
extasiado e enaltecido por esse patriotismo que está começando a acordar. E
para contribuir um pouquinho mais, deixo como leituras importantes duas dicas: “Mascarados: A verdadeira história dos
adeptos da tática Black Bloc” de Esther Solano; Antígona e Maquiavel – A ética jornalística
na vida real das redações de Renato Janine Ribeiro.
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